Por insistência de minha filha,
li o livro “A última música” e achei importante compartilhar a estória do livro.
Nele é contada a trajetória de uma
adolescente que em seus conflitos com os pais, descobre também o amor. Porém o que me chamou a atenção, foi o fato de
que, ao descobrir a doença incurável do pai, descobre também o quanto foi
injusta com ele. Na separação dos pais, essa adolescente fica com a mãe e no
verão a mãe decide que ela e o irmão
ficarão com o pai, mas ela não sabe o porquê e fica revoltada. Enquanto isso,
tenta irritar o pai. Fica tão envolvida em seus problemas que não percebe que
ele está doente.
Quando descobre, começa a refletir
sobre suas ações e arrepende de perder três anos sem contato( sem conversar) e odiando aquele
que a protegeu dos problemas conjugais que levou à separação(a mãe o
havia traído). Mas, como ainda há tempo de se perdoar, a personagem
deixa seus problemas de lado e passa a olhar o pai com outros olhos e dedica
seu tempo a ele.
O livro me chamou a atenção,
porque minha relação com meu pai foi muito boa e ele também foi vítima da mesma
doença. No entanto eu o amava muito e nunca o deixei de lado, muito pelo
contrário, viajava sempre com ele. Infelizmente o perdi muito cedo (ele morreu
quando eu tinha 7 anos), mas me lembro de todos os momentos juntos. Me lembro
também de como foi triste vê-lo sofrendo, vomitando sangue, fraco, sem
conseguir andar, deitado e definhando em seu leito. Meu pai foi o maior amor de
minha vida! Sofri muitos anos, sem entender o porquê ele foi embora! Me senti
muito só! Talvez por isso, hoje não ligo em ficar sozinha, aliás, até
gosto. Só me conformei com sua morte
quando, mais ou menos, aos 14 anos, sonhei com ele me dizendo que nunca me
abandonaria. O sonho foi como uma mensagem de conforto. Até então, nada tinha
sentido pra mim. Meu pai era minha segurança.
Se fosse hoje, aceitaria sua morte, pois não seria egoísta a ponto de
vê-lo sofrendo e querendo que ele vivesse só para que eu não sofresse.
Sempre reflito no Dia dos Pais,
porque alguns homens que separam de suas esposas, separam também de seus filhos
(como meu ex-marido, por exemplo), que se tornam ex pais.
O pior é que ninguém cobra do pai
a falta de presença, mas se é a mãe... aí é outra história!
Pai também é importante! Por isso, deveriam pensar muito
antes de ter filhos. Pensar se numa separação darão conta de conviver com seus
filhos. Pois a separação é da esposa e não dos filhos.
Muitos filhos se acham culpados
pela separação, exatamente porque não entendem o desaparecimento do pai.
Repito, pai precisa estar
presente, mesmo em casas separadas!
Parabéns aos pais que não
abandonaram seus filhos e parabéns às mães que fizeram o papel destinado a eles
e assim como eu, cuidaram de seus filhos, sem nenhuma ajuda ou apoio!
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